Au Pair

Minha rotina como Au pair

janeiro 23, 2018

Se tem um vídeo que me pediram muito foi esse! Sempre pedem para eu gravar como são meus dias e resolvi parar de preguiça e mostrei para vocês o que faço por aqui quando estou cuidando dos meninos. 

Confesso que quase escorreu uma lágrima quando terminei de editar e comecei a assistir, sei que no futuro vou assistir esse vídeo e sentir muita saudade. Espero que gostem!


2017

dezembro 31, 2017

Eu sou aquele tipo de pessoa que quando começa a contagem regressiva para o próximo ano os olhos já enchem de água. Sou bem emotiva, não nego. Fico pensando em tudo que passei e tudo que vou passar no próximo ano e começo a chorar… Já repararam como todo mundo fala que o ano que está indo embora foi uma merda? É sempre assim… A gente só foca nas coisas ruins e acha que o problema foi o ano e não a gente.



Em 2017 eu resolvi deixar tudo para trás, incluindo família e amigos e vim morar em um país muito longe de tudo que eu amo. Cresci muito, aprendi muito e estou mil vezes mais forte e madura do que eu era ano passado.

Esse ano também fiz uma coisa que nunca achei que fosse acontecer: me formei na faculdade. Arrastei tanto esse TCC que já não dava mais para aguentar. Era agora ou nunca. Me formei e vim para cá sem nada me prendendo, tirei um peso enorme das costas.

Em 2017 também me afastei de pessoas que já não acrescentavam nada na minha vida. Sabe quando era tudo lindo no passado? Pois é… Me toquei que essas pessoas pertencem ao passado e que já não me fazem bem no presente. Tá tudo bem você se desfazer de pessoas que não te fazem bem. Você em primeiro lugar, sempre.


Conheci lugares maravilhosos que fazem eu me sentir dentro de um quadro todos os dias. Também me senti segura e vi que é possível sair na rua sem ter medo de ser estuprada a cada segundo. Uma pena que não posso ter isso no meu próprio país. Conheci pessoas novas que quero comigo para sempre. Incrível como estar em uma situação como intercâmbio aproxima pessoas com a mesma realidade. A gente se diverte e sofre junto.

Aprendi também que as coisas não acontecem do jeito que eu quero/planejo, infelizmente, e que eu tenho que dar tempo ao tempo. Preciso acreditar que tudo tem a sua hora, mas é difícil, né?

Fiz 26 anos (praticamente uma jovem senhora) e ainda demora a cair a ficha ao pensar que sou adulta. Pisquei e já tenho vinte e seis anos vividos. Quando eu era mais nova queria já estar casada e com vários filhos – Deus me livre. Esse ano pude ter uma noção do que eu quero e o que eu não quero para a minha vida, principalmente sobre o que eu quero fazer da vida (trabalho).

Enfim, estou escrevendo esse texto enquanto os meninos dormem (trabalhar no último dia do ano - ser Au Pair não é legal muitas vezes) só para deixar registrado para um dia eu voltar e ler essas besteiras aqui. 

Bom 2018 para vocês. Que seja muito melhor que esse ano que passou.
Um beijo.




Au Pair

Minha vida com gêmeos

dezembro 05, 2017


Muita gente me pergunta como que é cuidar de dois pacotinhos ao mesmo tempo. Eu nunca tinha cuidado de gêmeos e muito menos convivido de perto a ponto de saber alguma coisa sobre. Quando dei match com uma família que estava para ter gêmeos confesso que dei uma pequena surtada, pois não tinha a mínima ideia do que estava me esperando. Então listei algumas coisas legais sobre os meus meninos para vocês:

Eles são muito diferentes
Não digo apenas fisicamente, porque muitas pessoas olham para os dois e não sabem identificar quem é quem (embora eles não sejam idênticos). Quando eu digo diferentes eu estou falando da personalidade. É muito engraçado ver desde que eles tinham 1 mês e pouco que eles têm uma personalidade muito diferente. Quando cheguei, um deles era mais calminho, nada o incomodava, apenas fome. O outro já era arretado e chorava por tudo, nada estava bom. Hoje em dia o que era calminho está atacadíssimo, só quer fazer coisa perigosa enquanto o outro só quer ficar no meu colo.

Eles gostam de coisas diferentes também. Cada um tinha um balanço preferido quando menor, brinquedos que preferem e coisas que os acalmam. O que só quer colo, por exemplo, agora descobri que ele para de chorar quando eu canto para ele. O outro ainda não chora muito, mas quando chora é porque quer que você faça algo, tipo ficar fazendo ele andar segurando os bracinhos. Brinco que ele é meu chefinho.

Eles brigam desde pequenininhos
Ta aí uma coisa que eu achei interessante… Esses dois começaram a “brigar” tem um tempo já. Tem dia que não querem dividir brinquedo, tem dia que um chora só de o outro chegar perto e só ficam bem quando estão bem longes um do outro. Tem dia que eles ficam juntos, mas sempre acaba em choro depois de um cutucão no olho ou uma puxada de cabelo. Atualmente um deles gosta de brincar sozinho e o outro, coitado, vai atrás do irmão para brincar e acaba ficando sozinho.

Você vai conhecer cada um como a palma da sua mão
Eu fico abismada com a capacidade que desenvolvi de reconhecer os dois pela voz. Posso estar dentro do meu quarto, trancada, que se eu ouvir algum deles chorando ou resmugando no berço eu sei quem é, sem dúvida alguma. Vai saber como agradar cada um, o que cada um gosta (ou odeia) comer…

É amor e trabalho em dobro
Sim, tem dia que não é fácil. Tem dia que você pensa como sua vida seria mais fácil se fosse só um, mas aí você pensa que não vive sem os dois e que sua vida não seria a mesma se não tivesse um deles. É muito beijo babado, arranhão e tapa na cara. É choro em dobro, gargalhadas em dobro, fraldas sujas multiplicadas por dois, mas é um coração duplamente feliz por ter dois pequenininhos sob seus cuidados.

Um belo de um perrengue

novembro 14, 2017

Eu não costumo passar por muitos perrengues nessa vida, mas deixa eu contar para vocês o que aconteceu comigo esse fim de semana que passou e que com certeza me fez envelhecer alguns anos e perder vários fios de cabelo de tanto nervoso que passei.

Quando comprei minhas passagens para passar as férias no Brasil eu escolhi um vôo direto de São Paulo para Miami, depois esperaria quatro horas no aeroporto e pegaria um vôo para Denver. Como eu moro longe do aeroporto (quase 4 horas de carro), ia sair com meus pais no meio da noite para chegar com bastante tempo antes de embarcar.

Acontece que, umas três horas antes de sair de casa, eu tive a brilhante ideia de checar meu assento no avião. Foi aí que começou o pesadelo. Percebi que meu vôo havia sido alterado: de um vôo direto, passou para um com escala no RIO DE JANEIRO. O coração até desparou quando vi isso e piorou mais ainda quando percebi que o horário era antes do que eu tinha planejado com meus pais.

Liguei para a Latam e foi confirmado que tinha sido alterado, mas ninguém me avisou. Não me mandaram nada: e-mail, ligação, sms, sinal de fumaça… NADA. O moço acabou me avisando que comprei a passagem com a Lan e não com a Tam. E eu lá sabia que tinha como fazer isso? Enfim… Acordei meus mais mais cedo e fomos para São Paulo.

Chegando em São Paulo foi problema atrás de problema. Não consegui fazer check-in nas máquinas. Fui até o guichê e estava dando problema com a minha passagem e depois de um tempo a atendente me disse que o trecho Rio – Miami tinha sido REEMBOLSADO! Sintam o meu desespero. Eu sabia que não tinha sido reembolsado coisa nenhuma porque eu não tinha esse dinheiro na minha conta. Depois de quase uma hora de sufoco, a moça da parte de vendas disse que estava tudo ok com a minha passagem e mandaram imprimir meu cartão de embarque.

Me despedi da minha família (êta coisa triste) e parti para o Rio de Janeiro. Eu teria duas horas até a conexão para Miami mas é óbvio que o vôo atrasou quarenta minutos e eu tive menos de uma hora para embarcar no outro avião. Chegando no Rio o que acontece? Eu não tinha o cartão de embarque para poder entrar na parte de conexões e tive que DESEMBARCAR para pegar essa merda.

Chegando lá, problema de novo. Deu o mesmo erro na máquina e o moço me disse a mesma coisa sobre a minha passagem. A diferença, meus caros, é que dessa vez eu tinha VINTE FUCKING MINUTOS para embarcar. Eu estava desesperada, suando, quase desmaiando de tanto correr. No fim das contas deu certo, ufa.

Ah, como se a desgraça fosse pouca eu tive que marcar outro vôo para Denver porque eu ia ter apenas uma hora para fazer a conexão. Impossível, né? O único era no outro dia, ou seja, passei 12 horas no aeroporto de Miami. Cheguei em casa dois dias depois. Dois dias sem banho e a última vez que eu tinha dormido em uma cama tinha sido na sexta-feira.

Quatro horas em um carro, três aviões, dois trens e um Uber depois… Estou de volta!

Euzinha assim que entrei no avião para Miami

PS: Chequem seus vôos sempre. Nunca comprem passagem com a Lan.

Um beijo

colorado

Passando por Georgetown

novembro 09, 2017


Tem dia que a gente está sem nada para fazer e sai por aí explorando esse lugar maravilhoso em que moramos. Já faz um tempinho que tirei essas fotos mas não podia deixar de postar por aqui. O destino do dia nem era essa cidadezinha, mas acabei parando ali com minha amiga e ficamos encantadas.

Georgetown (aqui no Colorado mesmo) é aquela cidade, praticamente uma vila, que você vê em filmes americanos e fica encantada pela sua fofura. Sério, é uma cidade tão bonitinha que dá vontade de ficar ali admirando seus poucos quarteirões o dia todo. Ah, ela tem pouco mais de mil habitantes... Então dá para ter uma ideia do quão pequena ela é.

Vocês acreditam que nessa quase vila eu encontrei uma lojinha vendendo nada mais, nada menos que Romero Brito? Fiquei chocada com o alcance desse homem hahah

Quero muito voltar lá agora na época do Natal. Deve ficar mais maravilhosa ainda.

Tentei captar nas fotos o quão encantadora Georgetown é: 












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