segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Até logo, inferno astral

ssssssssssssssss


Não sou dessas que lê o horóscopo todos os dias no jornal, na verdade eu nem acredito muito nessas coisas. De acordo com os astrólogos eu sou uma típica sagitariana que não sabe o que quer da vida e, muito provavelmente, nunca vai saber. Gosto de independência, mas ao mesmo tempo quero ter a segurança do conhecido. Quero me aventurar, mas tenho medo do arrependimento.


Ok, já perceberam que a minha vida é feita de dúvidas, mas se tem uma coisa que eu não duvido da existência é o tal do "Inferno Astral" (música de terror rolando no fundo). Inferno Astral, para quem nunca ouviu falar, é o mês que antecede seu aniversário, o que faz, de meus Novembros, um inferno. Não diria apenas Novembro, mas também todos os dias de Dezembro que antecedem meu aniversário.


Quero que vocês entendam que foi feita toda uma pesquisa de campo na minha vida antes de eu escrever esse post que vocês estão lendo. Vejam bem, todos os anos eu passo por alguma mudança muito radical na minha vida - e ela sempre acontece perto do meu aniversário. No meu querido inferninho. Relacionamentos amorosos são os primeiros a definharem de vez quando Novembro se aproxima, e se o relacionamento não termina nessa época, um outro começa e pode ter certeza que é o mais errado possível.


Se por um lado eu fico revoltada por estar perdendo coisas que gosto (ou achava que gostava), hoje olho para trás e vejo que o meu inferno astral nada mais é do que uma limpeza na minha vida. Ou uma grande lição que eu devo aprender no próximo ano. Aquilo que eu achava que era essencial para a minha existência alguns anos atrás, hoje eu já nem lembro mais. Foi varrido da minha vida como todas as coisas que simplesmente não eram para ser.


Eu amo mudanças, mas eu odeio mudanças, entende? Tenho uma dificuldade absurda de me adaptar com o novo, por mais que eu adore mudar os ares. Isso é difícil para mim. Dói, mas tenho que reconhecer que meu inferno astral é a melhor parte do meu ano. É aquela em que me faz refletir, me faz mudar, me faz encerrar ciclos e acabar com dores desnecessárias. É aquela que abre meus olhos e me faz ver o que estava ali o tempo todo e que eu fingia não ver.


Amanhã é o fim desse querido inferno que tem me rodeado nos últimos dias. Me despeço, com a maior gratidão do mundo. E que volte ano que vem para levar tudo aquilo que suga a minha alma.


Um beijo.

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