quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Me diga o que você escreve anonimamente que eu te direi quem você é

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Eu tive uma disciplina na faculdade (não me perguntem o nome, sou aquele tipo de pessoa que quando sabe o nome do professor, não sabe o nome da matéria e vice-versa) em que o professor passou uma atividade que consistia em você pegar um papelzinho do seu caderno e escrever coisas boas e ruins sobre qualquer pessoa da sala de aula. Anonimamente.


Não é novidade que o anonimato dá um falso poder para muita gente que não tem coragem de expressar seus verdadeiros sentimentos. Lembram do Formspring (ou Ask)? Aquilo era uma chuva de comentários maldosos que não tinham nem mesmo uma assinatura pra gente dar uma resposta digna.


Enfim, acontece que eu nem estava na minha turma. Na época eu estava com algumas matérias atrasadas por causa do intercâmbio e estava assistindo as aulas com outra turma. Se eu conversava com quatro pessoas daquela sala era muito e eu era amiga de apenas uma. De quem eu escolhi falar qualidades e defeitos? Dessa pessoa. A única que eu realmente conhecia a ponto de saber apontar tais defeitos e saber que não iria magoá-la, pois a mesma já sabia de tudo aquilo.


Nunca fui o tipo de pessoa que fica dando risada à toa, que é extremamente simpática e coisa do tipo. Sempre fui muito tímida e as pessoas tomam isso como “arrogância”, entre outros adjetivos nada legais. Com o tempo eu deixei de me importar. É óbvio que eu já sabia que entre aquele monte de papeis iria ter um falando sobre a minha pessoa. Dito e feito.


Não me lembro ao certo o que estava escrito, mas era algo como “arrogante”, “se acha” e “antipática”. Só lembro disso, mas era daí para pior. Na hora que escutei aquilo eu comecei a rir e fiquei imaginando (confesso que ainda penso nisso) quem poderia ter escrito já que eu sabia que as pessoas que eu conhecia naquela sala não tinham escrito sobre mim.


Hoje eu vejo que essa atividade pouco me fez ver como as pessoas me enxergam, mas me fez perceber o quão pequenas as pessoas podem ser. Se eu tenho a oportunidade de falar algo anonimamente para uma pessoa, eu fico quieta. Aprendi que só conheço aqueles que me relaciono e não tenho o direito de julgar quem eu nem conheço. Posso não gostar da pessoa, mas nunca perco meu tempo deixando uma mensagem inútil para ela.


Eu não me importo mais com o que as pessoas pensam de mim, a gente aprende isso conforme vai ficando mais velha. Só fico pensando o que acontece com quem recebe comentários maldosos e se permite ser sugado por isso. Se eu pudesse responder essa pessoa que perdeu seu tempo escrevendo sobre mim naquela aula, eu diria: A pessoa que você julgou ser arrogante não tentou ofender ninguém quando teve oportunidade. Faça uma análise de você mesmo. Verá o quão pequeno(a) você é.


Um beijo,


e só absorvam coisas boas na vida, o resto a gente abstrai.

2 comentários:

  1. É impressionante o número de pessoas que usam o anonimato para ofender os outros gratuitamente desde que o mundo é mundo, né?
    Quando eu estava no colégio era SUPER tímida, não falava quase nada praticamente. Uma vez passei mal na sala de aula (porque tive vergonha de pedir pra sair, tsk tsk tsk) e na semana seguinte tinham vários comentários anônimos com variações de "Luciana Vomitão" na nossa comunidade do Orkut abaixo de algo que eu tinha escrito.
    Agora veja bem... A menina tímida da sua sala tem finalmente a coragem de participar de um tópico, opinar nas coisas, mesmo que na internet, e é esse o incentivo que recebe em troca.

    Mesma coisa para quem cria perfis falsos para ofender os outros. Mesma coisa para essas pessoas que nem ao menos te conhecem, tiveram a opção de ser gentil e, ainda assim, escolheram a oportunidade para ofensas que não trouxeram bem algum para ninguém e ainda por cima nem condizem com a verdade... Aiaiai...

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  2. Ai, que legal ver você por aqui! Lembro que conheço o Expresso Rosa faz muitooooo tempo! <3
    Ai, que péssimo isso que você passou... Queria que as pessoas parassem de ofender as outras gratuitamente. Quando eu não gosto de algo, simplesmente fecho.
    um beijo

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